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Empresário da Imperador Agroindustrial diz que vai recorrer da decisão

Empresa de Pisoni teria sido beneficiado com desvio de recursos

10/07/2013 - 08:02 - Brasil
O empresário Itelvino Pisoni, que integrava junto com Vilmar Pisoni e Vanderlei Pisoni (irmãos), Cristiano Pisoni (filho) e Daniel Rebeschini o conselho de administração e a diretoria da empresa Imperador Agroindustrial, disse ontem que irá recorrer da decisão. Por telefone, Itelvino Pisoni disse que a decisão judicial foi tomada baseada em um laudo incompleto, inconsistente, cheio de controvérsias e que vai recorrer da decisão.


"Todos os recursos liberados foram aplicados de forma correta, inclusive investimos mais do que recebemos de recursos do governo federal, e até hoje continuamos investindo. O Ministério Público induziu o juiz, que tomou essa decisão, ao erro. Esse laudo é completamente furado", acusou.

Segundo o empresário, o projeto foi aprovado em 2008 e o Governo Federal teria liberado um recurso no valor de R$ 14 milhões, e que a empresa dele, teria investido R$ 27 milhões a mais. Itelvino afirmou ainda que não conhece o senado Jader Barbalho. "Não o conheço, nunca conversei com ele, não sei nem onde fica o endereço dele".

Epitácio Brandão, advogado de Raimundo Pereira de Sousa, ressaltou que também entrará com recurso da decisão. "Ele não emitiu nenhuma nota, é uma pessoa muito humilde e não sabia de nada que estava acontecendo."

Perfil

Assim como a família Barbalho, os Pisoni tem espaço garantido nos noticiários, sobretudo nos casos policiais. No começo do ano passado, o Ministério Público Federal deflagrou no Tribunal de Justiça de Tocantins um esquema familiar de venda de sentenças, onde o desembargador Amado Cilton Rosa e sua mulher, Liamar de Fátima, foram denunciados por corrupção passiva e concussão por suposta venda de decisões judiciais. O favorecido no esquema era, justamente, Fábio Pisoni, filho de Itelvino.

Conforme denúncia do MP, o desembargador negociou uma liminar em favor de Fábio, acusado de matar em 2007 um jovem de 21 anos e que estava com a prisão preventiva decretada. A negociação foi intermediada, de acordo com o MP, por Egon Just, que prestava consultoria para a empresa de Itelvino. Para garantir que o desembargador daria a sentença favorável, a mulher do magistrado teria dado um cheque em branco assinado para Itelvino Pisoni, que serviria como prova de que a sentença seria concedida. Amado Cilton Rosa, como estaria acertado, concedeu a liminar e Fábio Pisoni, solto, fugiu.

Fábio Pisoni só foi preso no fim do ano passado, depois de ser localizado pela polícia escondido no Rio Grande o Sul. O homicídio aconteceu no centro da cidade de Gurupi, às 4h30min da madrugada do dia 08/12/2007, após uma discussão entre alguns estudantes. Naquela ocasião Fábio Pisoni, tinha 26 anos, disparou seis tiros de uma pistola automática, calibre 22, contra um Gol que tinha seis estudantes que cursavam agronomia na UFT, dentre eles estava Vinícius Duarte de Oliveira (Vinicius Catalão), que na época tinha 21 anos e recebeu dois tiros, sendo um no coração, que o matou, e mais outro. Um outro rapaz que estava no carro levou um tiro de arranhão na cabeça.


Thiago Vilarins (Sucursal de Brasília)
*Colaboraram Alessandra Sousa e Josy Rodrigues, do Jornal do Tocantins
Foto: Cristino Martins (Arquivo/ O Liberal)

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