HomeNotíciasBelémQuase 10 mil participam de ato em Belém, segundo a PM
Belém

Quase 10 mil participam de ato em Belém, segundo a PM

Caminhada seguiu pela Almirante Barroso até o Entroncamento

17/06/2013 - 20:59 - Belém
Atualizada às 22h56

Cerca de dez mil pessoas participaram da passeata organizada pelo movimento Belém Livre no fim da tarde desta segunda-feira (17). A concentração começou às 16h em frente ao Mercado de São Brás. Lideranças de vários coletivos deram instruções aos manifestantes. 

A orientação era de não entrar em confronto com a Polícia Militar, que acompanhou o ato com cerca de 800 homens. Na concentração, os homens PM e Guarda Municipal ficaram posicionados na praça da Leitura enquanto os manifestantes se reuniam em frente ao mercado. Nenhum incidente foi registrado.


O protesto era contra a demora das obras do BRT, pelo Passe Livre e contra a corrupção no Estado. 'Agora é a nossa vez', afirmou o representante do coletivo Mobilizadores da Amazônia. 'Nós acordamos, saímos da letargia. A mudança só acontece quando a gente sair para a rua', completou. 

A passeata iniciou pouco antes das 18h e foi acompanhada de perto por homens da PM, Guarda Municipal e Amub (antiga Ctbel). Viaturas da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) abriam caminho para os manifestantes na avenida Almirante Barroso. As duas pistas do sentido Ananindeua e a obra do BRT foram tomados por manifestantes.

Em frente ao terminal rodoviário, sindicalistas que representam os servidores do Departamento de Trânsito do Pará (Detran) entraram na passeata com um carro-som. Eles foram hostilizados pelos participantes do ato que gritavam palavras de ordem contra a participação de sindicatos e partidos políticos. 


Minutos antes, militantes da Juventude do PSTU também tinham sido hostilizados  e chamados de oportunistas por portarem bandeiras do partido - no Facebook a organização havia pedido que as pessoas não levassem itens identificados com partidos.


O acordo feito com a Polícia Militar foi cumprido. A manifestação foi pacífica, havia muitos jovens e até mesmo algumas famílias. Nos edifícios da Almirante Barroso os moradores expressavam apoio com aplausos e faixas. Na passagem por hospitais como o Porto Dias e Belém os manifestantes caminharam em silêncio. 

Quando a passeata alcançou a frente da sede do grupo RBA, a multidão gritava palavras de ordem contra o senador Jader Barbalho (PMDB). Homens da polícia militar isolaram a entrada do prédio e, nem mesmo a forte chuva que caiu na cidade no início da noite, dispersou a manifestação que seguiu até o Entroncamento. Na dispersão os manifestantes cantaram o hino nacional.

Avaliação

Para a organização o ato saiu conforme o planejado. "Foi tudo como a gente imaginou, não houve depredação, nem confusão", avaliou o advogado Fernando Gurjão Sampaio. Sobre a atuação da PM, ele ressaltou que a corporação "calou a boca de muita gente". "Destaco a atuação do tenente-coronel Alonso, coronel Éder e coronel Campos que cumpriram exatamente o que prometeram. Não arredaram pé da manifestação, toda hora chegando para ajudar, em momento algum tentando impor algo", ressaltou.

Sobre a presença de partidos políticos, o advogado confirmou que militantes do PSTU foram hostilizados e com o avançar da caminhada acabaram ficando para trás no percurso. 

Nesta quarta-feira (18) a organização deverá se reunir na Casa Fora do Eixo para avaliar o ato de hoje. Fernando Gurjão destacou ainda a disposição da PM em dar suporte aos próximos atos do movimento Belém Livre. "Os coronéis disseram que se precisarmos podemos chamar a Polícia Militar, que somos parceiros, não somos inimigos", finalizou.

Karla Soares (Portal ORM)
Fotos: Karla Soares (Portal ORM)/Reprodução @belemtransito
Mais Acessadas
Canais
Siga nas Redes: