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Carrefour em Belém

03/01/2013 - 01:50 - Cidades

Grupo terá loja na capital. Pará é um dos principais alvos dos grandes varejistas nacionais.

Mais um grande grupo que atua no setor varejista nacional está de malas prontas para desembarcar no Pará em 2013. A antiga multinacional francesa Carrefour, hoje Atacadão, lavrou na semana passada, no cartório Chermont, a escritura de compra de uma área de aproximadamente 70 mil metros quadrados na rodovia Augusto Montenegro, na entrada do conjunto Eduardo Angelim.

De acordo com informações da rede varejista - que intensificou seus planos de expansão física em território brasileiro, em detrimento do e-commerce, temporariamente suspenso -, as obras de instalação da loja começam imediatamente. A empresa não adiantou quantos empregos serão gerados e tampouco quanto pretende investir no Estado, mas planeja iniciar a operação ainda este ano.

A chegada da multinacional Carrefour ao mercado paraense comprova que o Estado é um dos principais alvos dos grandes varejistas nacionais. Somente no semestre passado foram investidos quase R$ 55 milhões e gerados mais de 600 empregos no Pará, a partir da chegada de duas "gigantes" do varejo no Brasil: a Novo Mundo e a Le Biscuit. No campo do entretenimento, outra multinacional, a mexicana Cinépolis, inaugurou na capital paraense, em 2012, uma das mais modernas salas de cinema da América Latina.

Além disso, de acordo com levantamentos da Associação Comercial do Pará (ACP), dois dos principais grupos varejistas que atuam no País continuam prospectando o mercado paraense: a norte-americana Walmart e a Via Varejo S/A, holding que congrega as empresas Casas Bahia e a Ponto Frio.

Lojistas - Para o presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Pará (FCDL-PA), Afonso Monteiro, a entrada dos grupos nacionais no Estado deve ser vista com bons olhos. "O mercado é livre em qualquer lugar. Assim como eles estão migrando para cá, podemos ir para outros Estados também", argumenta, frisando que a chegada dos grupos é sinal de desenvolvimento.

Para Monteiro, a concorrência é sempre positiva, sobretudo para o consumidor. "O cliente, em grande parte dos casos, além de preço, busca qualidade no atendimento e valorização. No processo de compra e venda há uma série de coisas envolvida", avalia. Ele diz que o Estado também ganha, com a geração de emprego e de renda. "Além disso, os lojistas locais buscarão se aperfeiçoar ainda mais", completa.

Aspas - "A inserção dos varejistas nacionais no mercado paraense é algo que não podemos evitar. Sabemos que o foco é o Pará, por ter um plano de desenvolvimento que está se consolidando", afirma o vice-presidente da Associação Paraense de Supermercados (Aspas), Jorge Portugal.

Para ele, o interesse das "gigantes" do varejo no Brasil pelo território paraense é apenas mercadológico, diferentemente do trabalho feito pelos grupos regionais. "As empresas locais fazem a sua parte no que tange o desenvolvimento do Pará. Já as multinacionais, despacham o lucro para a matriz, fora do Estado ou do País", ressalta.

Portugal enfatiza, no entanto, que o setor varejista paraense está preparado para "brigar" por espaço. "Temos lojas confortáveis, preços competitivos e o mais importante: conhecemos bem a clientela e sabemos como atendê-la", assegura.

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