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Músico atropelado por delegado fala pela primeira vez sobre acidente

Ícaro Suzuki fala sobre a recuperação, processo judicial, carreira e família

16/10/2012 - 18:54 - Belém
Perto de completar duas semanas do acidente de carro que foi vítima, Ícaro Suzuki, baixista da banda Madame Saatan, falou nesta terça-feira (16) sobre o dia do acidente, no último dia 2 de outubro, no Conjunto Marex, em Belém, quando caminhava com familiares pela rua. Falou também sobre a recuperação, o andamento do processo movido contra o delegado Carlos Alberto do Nascimento Ferreira - acusado do acidente -, sobre o apoio da família e sobre expectativas profissionais.

O baixista, que teve alta médica na última quarta-feira (10), após passar por cirurgia para a drenagem de um coágulo sanguíneo formado na cabeça, pela primeira vez falou com a imprensa sobre o fato e adiantou que o processo de recuperação está sendo satisfatório. Amanhã (17), o músico irá ao hospital retirar os 32 pontos da cirurgia, depois, passará por avaliação médica. O hematoma causado na cabeça do músico pelo acidente foi de 25 milímetros, sendo classificado no laudo médico como 'TCE com explosão temporal'.

Por enquanto, o tratamento de Ícaro está sendo é feito à base de analgésicos e anti-convulsivos, além da constante observação médica.

'Sinto algumas dores na cabeça e por isso estou tomando remédios que evitam esse tipo de problema. Além disso, fiquei com sensibilidade auditiva e ótica, porém, os médicos asseguraram que não corro riscos de permanecer com sequelas', revela o baixista.

Processo judicial - O processo que foi aberto pela família do músico no Ministério Público do Pará agora tramita no Tribunal de Justiça do Estado (TJE). No momento, a polícia está ouvindo os depoimentos de testemunhas, que no total são cinco, das quais apenas duas já prestaram depoimento. A irmã de Ícaro, Briseida Suzuki, acompanha os trâmites judiciais e também é uma das três testemunhas que irão prestar esclarecimentos nos próximos dias. 'O inquérito judicial ainda está no prazo para ser fechado. Nesse período, mais três testemunhas serão ouvidas e a audiência será marcada', informou ela.

Ainda de acordo com Briseida Suzuki, o delegado Carlos Alberto do Nascimento Ferreira não prestou auxílio ao músico nem no momento do acidente e nem durante a recuperação. Ele foi ouvido pela polícia no dia em que o fato aconteceu.

Acidente - Do momento do acidente, Ícaro diz não lembrar de nada, mas afirma que foi causado por imprudência, já que o motorista subiu o canteiro do conjunto e estava aparentemente alcoolizado, como foi mostrado na mídia. 'Eu não lembro de nada do que aconteceu no momento do acidente, não sei de onde o carro surgiu nem a velocidade. Fui pego de surpresa porque estava de costas com minhas irmãs. Graças a Deus o carro não atingiu nenhuma delas', disse.

Família e amigos - Desde que o acidente aconteceu, o baixista tem recebido o apoio da família e dos amigos. 'Temos de tirar o melhor proveito desse tipo de tragédia. Com esse desastre, pude refletir e melhorar a minha conduta, além de ter me aproximado ainda mais da família e dos amigos, que estão me apoiando incondicionalmente', ressaltou.

Projetos e carreira - O músico passa por recuperação médica, mas não vê a hora de juntar-se novamente à banda Madame Saatan e voltar aos palcos. Ele ainda adianta um projeto paralelo que está em andamento em Belém. 'Espero me recuperar o mais rápido possível para voltar a tocar, que é o que eu gosto de fazer. Ainda não tenho previsão de voltar ao Madame Saatan, mas em novembro já volto a trabalhar com música em um outro projeto chamado 'Irracional’, que faz um tributo ao Tim Maia', contou o músico.

Justiça - Ícaro Suzuki e sua irmã, Briseida Suzuki se dizem indignados com a situação de violência no trânsito. Para Briseida, 'esse caso foi horrível. Nunca pensei passar por uma situação parecida. A gente só sabe o que tudo isso significa quando passamos por isso. Estou com um sentimento de indignação e posso ver que há uma grande impunidade em relação ao delegado que causou tudo isso. Ele ainda está dirigindo e oferecendo risco à vida de outras pessoas. Isso tudo nos motiva para irmos em busca de justiça', conta.

'Ele (Carlos Alberto do Nascimento Ferreira ) não veio em casa nem para dar uma palavra de esclarecimento, muito menos auxílio com tratamento. Acho que ele só deve estar pensando em dinheiro, mas não é isso exatamente o que queremos. Nós queremos que a justiça seja feita. O mais triste é a impunidade. Para que a justiça seja cumprida é necessário fiscalização intensa. Só assim para fazer valer a lei', disse Ícaro Suzuki. 

Redação Portal ORM

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