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'Qual é a parte da tua estrada no meu caminho'

31/07/2011 - 14:28 - Entretenimento
 

O maravilhoso Zeca Baleiro na composição Quase Nada, em parceria com Alice Ruiz, faz uma reflexão interessantíssima sobre o papel do outro, enquanto parceiro amoroso em sua vida – “De você sei quase nada. Pra onde vai ou porque veio .Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho”.


A gente conhece as pessoas por acaso, mas é preciso que elas sejam parceiras em nossos desejos, que estejam em sintonia com nossos sonhos, que hajam afinidades entre nós para que elas permaneçam em nossas vidas amorosamente, se tornando uma referência de amor, carinho, amizade, solidariedade e aconchego.


O ideal é que nós fossemos nos deixando conhecer e conhecendo os outros sem muita urgência, que aos poucos fossemos abrindo as janelas da nossa vida para a outra pessoa ver nossa intimidade. Portas escancaradas então, só com a segurança de se sentir protegida e confiante por saber um pouco mais do outro com quem estamos nos relacionando.


Hoje tudo costuma acontecer de uma forma muito rápida, e eu não estou
falando apenas de sexo. Parece que a exigência social para que você tenha alguém em sua vida transformou-se em requisito fundamental para você se sentir interessante e valorizada e, talvez, essa necessidade seja tamanha
ao ponto de as pessoas se tornarem mais carentes, menos seletivas e se envolvam muito rapidamente.


Não nascemos apenas para nós mesmos


A convivência é que nos mostra quem é o outro, determina o tempo em que estaremos envolvidos e a força desse vínculo – “Será um atalho, ou um desvio.


Um passo em falso. Um prato fundo pra toda fome que há no mundo”. O tempo não precisa ser, e muitas vezes não o é, tão somente um espaço cronológico; a intensidade com que as coisas acontecem entre duas pessoas
podem subverter a lei do tempo, aproximar as pessoas e determinar se vai haver um investimento afetivo num relacionamento a dois, de uma forma mais presente e duradoura. Tem gente que só veio dar um passeio em nossa vida e nos reforçar a crença do que nós não queremos viver; as pessoas que permanecem, muito provavelmente, são as que nos preenchem de encantamento e alegria.


Nas escolhas afetivas de nossa vida revelamos o que julgamos merecer. Às vezes é preciso lembrar que a vida é breve para que a gente não se disponha a aceitar muito pouco dela e achar que mais lá na frente, meio que por encanto, as coisas possam mudar. Não faz bem para ninguém se perceber dividindo uma vida com uma pessoa que até já pode ter sido muito presente, mas que hoje se mostra tão distante que até parece que você nem existe. Nunca, em nenhum momento ou circunstância, abra mão da felicidade e desista do amor como um vínculo de mão dupla: o dar e receber. Quem não
lhe ama não merece ser amado por você.


O amor que chega para ficar...


Amar é perceber o afeto trafegar pela alma e não apenas sentir um tesão absurdo por alguém. É claro que é maravilhoso passar uma “noite alta que revele um passeio pela pele”, mas isso não é tudo. Para se viver o amor
é preciso estar disposto a perceber e aceitar o outro como de fato
ele é, valorizar as afinidades, realizar desejos e respeitar as
diferenças.


Na paixão você vive uma idealização, o outro é tudo o que você sempre quis; no amor você precisa sair da idealização e viver a realidade e para que isso ocorra é necessário se dispor a conhecer o outro, saber dos seus desejos, entender seus valores e crenças, aceitar suas dificuldades, reconhecer seus erros e ter a clareza de que não é tarefa dele lhe completar e nem atender a todas as suas expectativas. E como as coisas na vida não ocorrem exatamente no momento em que a gente quer, às vezes, sem que você esteja esperando pode acontecer “aquele amor que chega sem dar aviso. Não é preciso saber mais nada”.

 

Fonte: Revista Troppo

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