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Médico José Chiapetta é preso acusado de praticar abortos

Duas funcionárias também foram presas, uma é irmã do médico

15/12/2010 - 18:10 - Polícia

Atualizada às 20h31
 

Foi apresentado nesta quarta-feira (15) na Delegacia Geral do Estado o médico José Nazaré Chiapetta, acusado de praticar abortos em uma clínica no bairro da Pedreira, em Belém. Outras duas mulheres também foram presas. Uma é a irmã do médico, a auxiliar de Enfermagem Janie Cristina Chiappetta e a outra é a atendente de serviços gerais, Lucidéia da Silva.

 

Os três foram presos no município de Vigia de Nazaré, na manhã de hoje, pela equipe da Delegacia local, formada pelo delegado Raimundo Augusto Damasceno, e investigadores Nahum, Patrick e Pena, que prestaram apoio à Divisão de Homicídios, sob comando do delegado Eduardo Rollo, responsável pelo inquérito.

 

O caso - O médico foi alvo de investigações após denúncia exibida no programa 'Fantástico' da TV Globo, no dia 1º de agosto deste ano. Ele e as duas mulheres apareciam em imagens gravadas por câmeras escondidas, negociando abortos.

 

O delegado Eduardo Rollo comentou a dificuldade em apurar casos de aborto, já que as mulheres que se submetem a esse tipo de procedimento não fazem denúncias à polícia, já que podem ser responsabilizadas.

 

Nas mãos do delegado estavam os laudos pericias de todo material apreendido ainda no mes de agosto, entre eles, materiais do centro cirúrgico da Clínica Cemego, onde Chiapetta atuava.

 

O dono da outra clínica denunciada é o médido Fernando Guarany, que ainda é alvo de investigações. Mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça para que documentos fossem apreendidos nos locais. 'As provas embasaram os pedidos de prisão contra os acusados', explicou o delegado Rollo. Os presos foram apresentados ao delegado Neyvaldo Silva, diretor de Polícia Especializada, na sede da Delegacia-Geral, em Belém.

 

Em nota ao Portal ORM o Conselho Regional de Medicina do Pará diz que soube da prisão do médico pela imprensa e que outro processo contra Chiapetta e Fernando Guarany tramitam em sigilo no Conselho. A nota diz ainda que o CRM um processo não interfere na tramitação do outro, mas que respeita a decisão da Justiça.

  

Redação Portal ORM

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